Teste de Ancestralidade - O que você precisa saber?


Quando pensamos em ancestralidade, a primeira coisa que nos vem à mente diz respeito a influência que a nossa família exerce sobre quem somos. Contudo, este conceito não é tão simples e envolve fatores culturais e genéticos que estão enraizados na nossa história e são passados de geração a geração.


Você certamente se lembra de ouvir alguma história “do tempo do seu avô”, não é mesmo? Esse é um bom exemplo de herança cultural. Porém, estas histórias e outros rituais podem se perder com o tempo, caso não sejam ensinados para os nossos filhos.


Por outro lado, a herança genética está no nosso DNA. Ou seja, são as informações que recebemos de nossos pais por meio da combinação de seus genes. São eles que definem nossos traços físicos, como cor de cabelo, cor dos olhos e até mesmo a predisposição a algumas doenças.


A ancestralidade além dos nossos pais


A nossa herança genética não se resume apenas aos nossos pais. Para conhecer a nossa ancestralidade, também precisamos olhar para a história do nosso país, que possui uma das populações mais diversificadas do mundo.


Quando olhamos para os registros históricos do Brasil, encontramos relatos de imigrantes europeus, povos africanos e outras etnias indígenas, por exemplo. Neste sentido, é muito comum que nós apresentemos uma ancestralidade composta por mais de uma etnia, que apresentam diversas características e marcadores genéticos que as definem. Diante disso, o teste de ancestralidade tem revolucionado a medicina diagnóstica e se tornado cada vez mais popular entre as pessoas.


Como é feito o teste de ancestralidade?


O teste de ancestralidade é bem simples de ser realizado e pode ser feito em casa. Neste caso, todo o material que deve ser utilizado na coleta está presente no kit e amostra é coletada ao esfregar um cotonete apropriado (swab) na parte interna da bochecha. Alguns testes podem ser realizados em laboratórios parceiros e, nestes casos, utiliza-se uma amostra de sangue.

A partir dessas amostras, é possível identificar alterações na sua sequência de DNA e compará-las com a um banco de dados por meio da técnica do arranjo de polimorfismos de nucleotídeo únicos (SNP-array). Ao comparar a porcentagem de variações no DNA de indivíduos de regiões distintas (europeus e asiáticos, por exemplo) com os seus resultados, é possível identificar a sua descendência.


Para que serve o teste?


O teste de ancestralidade não identifica apenas a origem de seus antepassados (descendência italiana, alemã, africana, por exemplo). Com esse teste, também é possível estimar o grau de parentesco entre você e outras pessoas. Porém, isto está restrito ao banco de dados do kit utilizado.


Alguns testes também oferecem informações sobre o seu bem-estar, como o tipo de alimentação mais adequada para o seu metabolismo e as características de sua pele e sua expectativa de vida.


Além disso, alguns testes de ancestralidade também podem identificar como alguns medicamentos interagem no seu organismo, bem como a probabilidade de desenvolver algumas doenças no decorrer de sua vida, como diabetes e câncer. Com isso, o seu médico pode definir um tratamento mais eficaz e com menos efeitos adversos para cuidar da sua saúde.


Lembrete: Somente realize exames e testes após avaliação e indicação médica


Nós, do Laboratório Biocenter, assumimos o compromisso de trazer informações relevantes e atuais para você. Estamos prontos para lhe atender e garantir os melhores resultados em exames laboratoriais.


Referências:

Genera. Teste de ancestralidade. Disponível em: https://www.genera.com.br/teste-de-ancestralidade/. Acesso em: 25 abr. 2022.


Jorde L. B, Bamshad M. J (2020). Genetic Ancestry Testing: What it is and why is it important? JAMA Insights.


Meu DNA. Teste de ancestralidade. Disponível em: https://meudna.com/teste-ancestralidade?utm_source=blog&utm_medium=meudna&utm_campaign=origens. Acesso em: 25 abr. 2022.


Royal C. D, Novembre J, Fullerton S. M, Goldstein D. B, Long J. C, Bamshad M. J, Clark A. G (2010). Inferring Genetic Ancestry: Opportunities, Challenges, and Implications. The American Journal of Human Genetics.


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