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Hipertensão arterial: quais exames são importantes para o monitoramento?



A hipertensão arterial conhecida como pressão alta” é uma doença crônica com alta prevalência e no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, estima-se que 388 óbitos por dia são atribuídos à hipertensão e na maioria dos casos são por herança genética familiar, hoje vamos entender melhor essa patologia e como funciona o seu monitoramento.


O que é a hipertensão arterial?


A pressão arterial em adultos é classificada como elevada acima de 120 mmHg e menor que 129 mmHg na pressão arterial sistólica e menor que 80 mmHg na pressão arterial diastólica. Para chegar no quadro de hipertensão arterial de fato é necessária uma pressão arterial sistólica acima de 130 mmHg e a pressão diastólica acima de 80 mmHg. Apesar dos valores serem bem definidos atualmente pela diretriz do Colégio Americano de Cardiologia, o diagnóstico não é tão simples e necessita de mais de uma aferição além da análise clínica do paciente.


Como é feito o diagnóstico da pressão arterial?


Existe um fluxograma baseado em cada medida possível da pressão arterial do paciente em consultório e quais condutas seguintes para diagnóstico e classificação do grau da hipertensão: I, II e II. Dessa forma o primeiro passo é a primeira medida do paciente em consultório que caso já esteja elevada deve ser confirmada com a medição da pressão fora do consultório utilizando principalmente a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA). Essa monitorização será importante para avaliar o paciente ao longo das 24 horas fora do consultório e seu parâmetro diagnóstico para hipertensão será se a pressão arterial média sistólica maior ou igual a 130 mmHg ou a diastólica maior ou igual a 80 mmHg. De uma maneira geral, essas duas medidas podem ser suficientes, considerando que foram seguidos os corretos parâmetros de avaliação para diagnosticar a hipertensão arterial. É importante lembrar que para qualquer diagnóstico e tratamento, é extremamente importante a indicação e análise médica do quadro do paciente.


Quais exames são importantes para o monitoramento da hipertensão?


O diagnóstico da hipertensão considera basicamente a pressão arterial no consultório e fora dele, porém diversos exames são utilizados para o acompanhamento dos pacientes com hipertensão. Esse acompanhamento é feito principalmente pela doença hipertensiva poder acometer lesões em órgãos alvos e avaliação de causas secundárias.

Dentre alguns dos exames solicitados rotineiramente, temos:

Sumário de urina, exame simples de rotina urinária que permite a identificação de proteinúria e/ou hematúria;

Relação albumina/creatinina, outro exame urinário que pode ser utilizado principalmente para avaliar o risco cardiovascular e/ou lesões renais;

Lipidograma, exame de sangue utilizado para avaliar o perfil lipídico do paciente, avaliando casos de risco cardiovascular aumentado e/ou hiperlipidemia;

Potássio plasmático, exame de sangue muito utilizado nos casos de hipertensão secundária para avaliar pacientes possam ter insuficiência suprarrenal;

Hemoglobina glicosilada e glicemia em jejum, dois exames muito importantes principalmente na avaliação de pacientes com história familiar de DM tipo 2 e/ou pacientes obesos.

Esses são alguns exemplos dos exames laboratoriais utilizados e qual a importância deles na avaliação, porém a decisão de quais exames devem ser solicitados e qual conduta a ser tomada é determinado pelo médico responsável pelo paciente. Nós do laboratório Biocenter estaremos a disposição para realizar os seus exames após sua avaliação clínica.

 

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