Câncer de ovário - Tudo o que você precisa saber



O câncer de ovário é um dos principais tipos de câncer do sistema reprodutivo e acomete cerca de 6.650 mulheres a cada ano, segundo os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Mas, apesar de sua baixa incidência, é um dos tipos de cânceres ginecológicos que mais levam a óbito, dado que a doença muitas vezes é assintomática.


Cerca de 95% dos cânceres de ovário têm origem nas células que revestem este órgão (células epiteliais). Já os 5% dos casos restantes provém de células germinativas (formam os óvulos) e estromais (produtoras dos hormônios femininos). E, embora apresentem origem, formas e mecanismos biológicos distintos, podem ser tratados como uma unidade por meio de quimioterapia e procedimentos cirúrgicos.


Quais os sintomas e como é feito o diagnóstico?


A ausência de sintomas específicos em sua fase inicial é um dos principais fatores que fazem com que esse tipo de câncer seja diagnosticado de maneira tardia.


Por isso, exames clínicos, laboratoriais e de imagem podem ser realizados em pessoas que apresentem alguns sintomas sugestivos da doença, como: inchaço e dor abdominal ou pélvica, perda de peso e apetite, fadiga, náusea, indigestão, gases e outras alterações intestinais e/ou urinárias. Estes sintomas podem não ter relação com a doença, mas é importante investigá-los principalmente quando não desaparecem em poucos dias.


Cabe ressaltar também que o acompanhamento ginecológico, mesmo na ausência de sintomas, tem um papel fundamental na detecção precoce deste tipo de câncer. Afinal, ao realizar os exames preventivos, o seu médico pode identificar lesões sugestivas de câncer, mesmo que você ainda não apresente sintomas! Este acompanhamento também contribui para a detecção precoce e a prevenção de várias outras doenças relacionadas à função reprodutiva feminina.


Mas atenção! O Papanicolau faz parte do exame preventivo ginecológico mas não detecta o câncer de ovário. Ele é específico para a detecção de um outro tipo de câncer muito comum nas mulheres: o câncer de colo do útero.


Fatores que influenciam no desenvolvimento do câncer de ovário


Um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer de ovário é a idade, dado que sua incidência aumenta no período pós-menopausa. No entanto, alguns estudos sugerem que a terapia de reposição hormonal pós-menopausa parece reduzir o risco de desenvolver a doença. O uso de anticoncepcionais também parede reduzir em até 50% a chance de desenvolver a doença, mesmo após a descontinuidade de uso.


Alguns estudos também sugerem que a gravidez desempenhe um papel protetivo contra o câncer de ovário. A gravidez também parece contribuir para a diminuição da gravidade da doença.


Uma outra condição que contribui para o maior risco de desenvolvimento da doença é a endometriose, que leva ao crescimento de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Além disso, o histórico familiar de cânceres de ovário, colorretal e de mama, assim como mutações em genes da linhagem germinativa (BRCA) também aumentam o risco de desenvolvimento da doença.


Como é feito o tratamento da doença?


A doença pode ser tratada com cirurgia ou quimioterapia. E, após o diagnóstico confirmado, o seu médico de confiança irá definir qual o melhor tratamento de acordo com o tipo de tumor, estágio e extensão da doença, idade e condições clínicas da paciente.


Lembrete: Somente realize exames e testes após avaliação e indicação médica


Nós, do Laboratório Biocenter, assumimos o compromisso de trazer informações relevantes e atuais para você. Estamos prontos para lhe atender e garantir os melhores resultados em exames laboratoriais.

Referências:

Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de ovário. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-ovario/profissional-de-saude. Acesso em: 16 mai. 2022.


Kossaï M, Leary A, Scoazec JY, Genestie C (2018). Ovarian câncer: a heterogeneous disease. Pathobiology.


Momenimovahed Z, Tiznobaik A, Taheri S, Salehiniya H (2019). Ovarian cancer in the world: epidemiology and risk factors. International Journal of Women’s Health.


34 visualizações