Hepatite em crianças - O que já sabemos sobre ela?



Recentemente, uma nova e misteriosa hepatite tem despertado o interesse e a preocupação dos pesquisadores e da sociedade, dado que ela atinge principalmente crianças de 1 a 5 anos de idade. Mas, adolescentes e adultos também podem apresentar esta condição e, em alguns casos, o transplante hepático se fez necessário. Contudo, sua causa ainda não foi esclarecida!


Mas, antes de discutirmos esta nova hepatite, precisamos compreender o que é e quais as causas conhecidas desta doença!


Então, o que é a hepatite?


A hepatite é uma doença multifatorial que pode ser causada por vírus (hepatites A-E), ingestão de toxinas e medicamentos, o excesso de gordura nas células hepáticas (hepatócitos), assim como estar relacionada ao comprometimento do sistema imune.


Quais são os seus sintomas dessa nova hepatite?


Os relatos clínicos indicam que os pacientes que desenvolveram a hepatite aguda apresentaram como sinais que antecedem o aparecimento da doença dores abdominais, diarreia e vômito.


Estes sintomas gastrointestinais são seguidos pelo desenvolvimento de icterícia e aumento dos níveis de enzimas hepáticas, como a AST (aspartato aminotransferase) e ALT (alanina aminotransferase). Estas enzimas estão presentes nas células hepáticas e são liberadas em respostas às lesões no fígado.


Estes pacientes também não apresentaram febre e tiveram o diagnóstico das hepatites virais (A-E) excluídos, formas mais frequentes da doença em crianças.


E o que se sabe quanto à sua origem?


Apesar de sua origem ainda não estar esclarecida, alguns pesquisadores sugerem a participação dos adenovírus! Estes vírus geralmente estão associados ao desenvolvimento de doenças do trato respiratório superior, infecções do sistema urinário e gastroenterite.


No entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 70% das crianças diagnosticadas com a doença testaram positivo para os adenovírus.


É possível que as crianças afetadas apresentem um déficit imunológico, que pode ser explicado pela falta de exposição aos patógenos durante a pandemia da Covid-19. E, isso pode ter contribuído para que as crianças sejam mais susceptíveis às infecções por adenovírus, o que possibilita resultados infecciosos mais raros.


Além disso, o relaxamento das medidas restritivas também pode ter contribuído para essa onda de infecções adenovirais, entre as quais, estão as que causam a hepatite aguda grave em crianças.


Um dos principais adenovírus que estão sendo investigados está o subtipo 41F, que já foi previamente associado a sintomas gastrointestinais leves a moderados. Vale ressaltar, no entanto, que nem todas as crianças diagnosticadas com a hepatite aguda apresentaram teste positivo para esse adenovírus.


Estes são apenas alguns dos estudos iniciais que buscam compreender os mecanismos envolvidos nesta nova e misteriosa hepatite. Conhecer estes mecanismos não apenas possibilitam a descoberta de novos tratamentos, mas também ajudam a identificar a doença em seus estágios iniciais.


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Referências:


Sergi C. M (2022). Acute hepatites of unknown origin (AHUO) – The puzzle ahead. Diagnostics.


Cevik M, Rasmussen A. L, Bogoch I. I, Kindrachuk J (2022). Acute hepatitis of unkown origin in children. British Medical Journal (BMJ).


The Lancet Infectious Diseases (2022). Explaining the unexplained hepatites in children. The Lancet Infectious Diseases.


Zeng G, Huang J (2022). The recente outbreak of acute severe hepatites in children of unkown origing. Journal of Hepatology.


Zheng N, Wang Y, Rong H, Wang K, Huang X (2022). Human adenovírus associated hepatic injury. Frontiers in Public Health.


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