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Diferenças entre testes de COVID-19

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Diferenças entre testes de COVID-19

Com o avanço da COVID-19, tipos diferentes de testes para diagnóstico da doença foram desenvolvidos. Com isso, muitas dúvidas surgiram na população sobre qual teste seria mais adequado, qual a precisão de cada um e quais os significados dos termos técnicos utilizados.

Para entendermos definitivamente com funcionam os testes, primeiramente precisamos saber o significado das palavras ANTÍGENO e ANTICORPO. Todo teste de diagnóstico da COVID-19 baseia-se nesses dois termos, mas você sabe realmente o que eles significam?

O antígeno nada mais é que toda substância estranha ao organismo que desencadeia a produção de moléculas chamadas de anticorpos (ou imunoglobulinas). Ou seja, nosso sistema imunológico consegue identificar o invasor, estimulando nossas células de defesa a produzirem os anticorpos. Para exemplificarmos de maneira prática e atual, o vírus SARS-CoV-2, o causador da COVID-19, é o antígeno invasor que infecta nossas células.

Já os anticorpos são substâncias produzidas em resposta à presença do vírus e que irão atuar na defesa do organismo. É importante destacar que os anticorpos são bastante específicos, ou seja, cada anticorpo atua apenas contra um determinado antígeno! Dentre as classes de anticorpos, duas merecem destaque: a IgM e a IgG. A classe IgM são os primeiros anticorpos que se formam em resposta aos agentes causadores da doença, atuando de forma imediata. Por outro lado, a classe IgG fornece proteção de longo prazo e são elas que garantem nossa memória imunológica.

Essencialmente, o que todo teste para COVID-19 faz é identificar a presença do antígeno (vírus SARS-CoV-2) ou dos anticorpos produzidos. O primeiro deles é o exame RT-PCR, considerado o padrão ouro para o diagnóstico da doença. Neste exame é feita a pesquisa da presença do material genético do vírus em amostras obtidas da mucosa do nariz ou da garganta com o auxílio de um tipo diferente de cotonete (swab). Ou seja, com este teste é possível identificar a presença do vírus no organismo. É um teste sensível e confiável, indicado para pacientes na fase aguda da doença, do 3º ao 8º dia de início dos sintomas sugestivos de covid-19. Isso porque a carga viral (quantidade de vírus no organismo) aumenta gradativamente a partir do primeiro dia de infecção e atinge seu pico no 3º dia após o início dos sintomas. A partir do 8º dia a carga viral diminui consideravelmente, o que diminui a capacidade do teste de identificar a presença do vírus.

Com a mesma finalidade do exame RT-PCR, existe o teste rápido para pesquisa de Antígeno. Este é um teste imunológico baseado no reconhecimento do vírus em amostras coletadas por swab da nasofaringe. Deve ser realizado também durante os primeiros dias de início dos sintomas (3º ao 8º dia). Sua principal vantagem é fornecer resultados rápidos, confiáveis e em poucas horas. No entanto, sua sensibilidade é inferior ao RT-PCR.

Já os Testes Sorológicos são realizados por meio da coleta de amostras de sangue para a obtenção do soro sanguíneo. É no soro que é possível identificar a presença de anticorpos da classe IgM ou IgG contra proteínas do vírus SARS-CoV-2. Em geral, a produção de anticorpos se inicia a partir do 7º dia de doença, atingindo os picos máximos de produção a partir do 14º dia. Para que o teste tenha maior sensibilidade, é recomendada a sua realização, pelo menos, 10 dias após o início dos sintomas.

É importante ressaltar que nem todas as pessoas que têm infecção por SARS-CoV-2 desenvolvem anticorpos detectáveis pelas metodologias disponíveis, principalmente aquelas que apresentam quadros com sintomas leves ou não apresentam sintomas. Além disso, ainda não há consenso se após o contato com o vírus, a imunidade de longo prazo será desenvolvida ou por quanto tempo essa imunidade poderia durar caso ela seja gerada. É por esse motivo que a realização de sorologias convencionais IgM e IgG não são recomendadas para o diagnóstico de infecção aguda pelo SARS-CoV2 e nem para avaliação de imunidade. Estes exames são indicados para diagnosticar se HOUVE DOENÇA PRÉVIA ou saber se HOUVE CONTATO PRÉVIO com o vírus.

Aqui no Laboratório Biocenter, você encontra todos estes testes disponíveis para realização.

Nós assumimos o compromisso de deixá-los sempre bem-informados e atualizados, trazendo conteúdos relevantes e de qualidade para você.

 

Referências:

Abbas, A. K., Lichtman, A. H., & Pillai, S. (2008). Imunologia celular e molecular. Elsevier Brasil.
CDC (Centers for Disease Control and Prevention). Interim Guidelines for COVID-19 Antibody Testing. Disponível em: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/lab/resources/antibody-tests-guidelines.html. Acessado em 25/05/2021.
Malavé, M. (2020). Testes para a Covid-19: como são e quando devem ser feitos. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/testes-para-covid-19-como-sao-e-quando-devem-ser-feitos. Acesso em: 25 maio 2020.
Wajnberg, A., Amanat, F., Firpo, A., Altman, D. R., Bailey, M. J., Mansour, M., ... & Cordon-Cardo, C. (2020). Robust neutralizing antibodies to SARS-CoV-2 infection persist for months. Science.

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